Doenças oculares em cães: úlcera, olho seco, glaucoma e catarata

Doenças oculares em cães em destaque no episódio do Pod? Le Pet!

Publicado em 14 de setembro de 2026

As doenças oculares em cães estão entre as queixas que mais chegam ao consultório veterinário e, ao mesmo tempo, entre as que mais demoram a ser levadas a sério dentro de casa. Olho vermelho, secreção, coceira, dificuldade para abrir a pálpebra ou uma mudança na transparência do olho costumam ser tratados como algo passageiro, quando na verdade podem ser o começo de um quadro que evolui rápido. No episódio 33 do Pod? Le Pet!, a médica-veterinária Dra. Elaine Santos, especialista em oftalmologia veterinária em Niterói (RJ), explicou por que os olhos não dão muitas chances quando o diagnóstico atrasa.

A conversa passou pelas quatro doenças oculares em cães que mais aparecem na rotina clínica: úlcera de córnea, olho seco, glaucoma e catarata. Em todas elas, a mensagem foi a mesma: o intervalo entre perceber o sinal e chegar ao veterinário pode ser a diferença entre controlar a doença e conviver com uma perda visual definitiva. Neste artigo, reunimos o conteúdo do episódio em um guia prático para tutores e para o clínico geral que atende esses casos no dia a dia.

Neste artigo você vai encontrar

O que são as doenças oculares em cães

Sob o nome de doenças oculares em cães cabe um grupo bastante variado de condições: lesões na superfície do olho, alterações na produção de lágrima, aumento da pressão dentro do globo ocular, opacificação do cristalino, inflamações internas e alterações das pálpebras e dos cílios. O que une todas elas é a fragilidade do órgão. O olho tem pouca margem de tolerância, e uma alteração que parece pequena hoje pode ser irreversível em poucos dias.

Por que o olho é um órgão de urgência

Em boa parte do corpo, um processo inflamatório dá tempo para observar antes de agir. No olho, não. A córnea é uma estrutura fina e transparente, sem vasos sanguíneos na maior parte da sua extensão, o que torna a cicatrização mais lenta e mais dependente de condições ideais. Por isso, entre as doenças oculares em cães existem quadros que se transformam de um dia para o outro, e esperar para ver no que vai dar costuma ser a pior decisão possível.

Quais cães correm mais risco

Animais braquicefálicos, com focinho achatado e olhos mais expostos, aparecem com frequência nessa lista. Cães de pelo comprido em contato com a superfície ocular, raças com predisposição a alterações palpebrais e pacientes com doenças sistêmicas crônicas também merecem atenção redobrada. Idosos e diabéticos formam outro grupo em que as doenças oculares em cães aparecem mais cedo e evoluem mais rápido.

Os 12 sinais de alerta das doenças oculares em cães

A Dra. Elaine listou no episódio os sinais que devem tirar o tutor da cadeira. Eles se dividem entre o que dá para ver no olho e o que aparece no comportamento do animal.

Sinais visíveis no olho

  • olho vermelho;
  • olho fechado ou parcialmente fechado;
  • piscar excessivo;
  • secreção ocular, clara ou espessa;
  • lacrimejamento constante;
  • alteração na cor ou na transparência do olho;
  • aumento aparente do globo ocular;
  • pupila dilatada ou com aspecto diferente do outro olho.

Sinais de comportamento

  • tentativa constante de coçar o olho ou esfregar o rosto em superfícies;
  • mudança de comportamento, com o animal mais quieto ou mais irritado;
  • redução do apetite;
  • dificuldade para enxergar, esbarrando em móveis ou hesitando em ambientes novos.

Quando a pressa muda o prognóstico

Uma piora rápida do aspecto ocular deve ser lida como emergência. Em várias das doenças oculares em cães, a evolução de vinte e quatro horas já altera a conduta e o resultado esperado. Alterações importantes não devem ser observadas por vários dias sem avaliação profissional, nem tratadas com colírios que sobraram de outro tratamento.

Úlcera de córnea: a mais frequente entre as doenças oculares em cães

A úlcera de córnea é uma lesão na superfície do olho e foi o primeiro tema do episódio justamente por ser a campeã de atendimentos. Ela pode ser superficial, atingindo apenas as camadas mais externas, ou profunda, comprometendo o estroma da córnea e chegando a colocar o globo ocular em risco. Se quiser se aprofundar só nesse tema, temos um conteúdo dedicado sobre úlcera de córnea em cães.

O que causa uma úlcera de córnea

As causas são muitas: traumas, ressecamento ocular, alterações nas pálpebras, cílios ou pelos em contato permanente com a córnea e até partículas de areia, poeira ou sujeira. Em muitos casos a lesão é a consequência visível de um problema que já existia antes, e é por isso que o tratamento nunca deveria parar na lesão em si.

Praia, areia e vento

Um ponto prático levantado na conversa: cães que frequentam a praia ficam mais expostos. Como estão muito mais próximos do chão que nós, rajadas de vento carregam areia diretamente para os olhos. Somado a isso, muitos cavam, brincam e enfiam o rosto na areia, e pequenas partículas podem ficar na superfície ocular sem que o tutor perceba. Depois de passeios em ambientes com areia, vento ou muita poeira, a higienização ocular adequada ajuda a remover impurezas e reduz o risco de boa parte das doenças oculares em cães ligadas a trauma.

O perigo do autotraumatismo

O maior agravante das lesões oculares é o próprio animal. Quando há desconforto, ele tenta aliviar passando a pata no rosto ou esfregando o olho em móveis, tapetes e paredes. Uma abrasão discreta vira, em poucas horas, uma lesão profunda. Em casos graves, a úlcera evolui até a perfuração ocular, colocando em risco não apenas a visão, mas o próprio globo ocular. Por isso a proteção física é parte do tratamento, com colar elizabetano rígido ou viseira de proteção, conforme a indicação do médico-veterinário.

Como é feito o tratamento da úlcera de córnea

Não existe um único protocolo. A conduta depende da causa, da profundidade, da presença de infecção e do estágio da lesão, e essa é uma das razões pelas quais as doenças oculares em cães não combinam com automedicação.

Úlceras superficiais e úlceras profundas

Uma úlcera superficial recente tende a responder bem a um tratamento clínico bem conduzido, com proteção do olho e controle da causa. Já as úlceras profundas, contaminadas ou com processo de degradação da córnea, exigem conduta mais agressiva e podem demandar intervenção cirúrgica para preservar o globo ocular.

Úlcera indolente e debridamento

Existe um tipo de lesão que não cicatriza mesmo sendo superficial, a chamada úlcera indolente. Nela, o epitélio não consegue aderir ao tecido abaixo, e o tratamento pode incluir procedimentos como o debridamento da córnea para que a cicatrização finalmente aconteça. É um exemplo claro de por que as doenças oculares em cães precisam de diagnóstico antes de qualquer prescrição.

Lentes de contato terapêuticas

Em determinados casos, lentes de contato terapêuticas podem ser usadas para proteger a superfície ocular durante a recuperação. Elas funcionam como uma barreira física, reduzem o atrito da pálpebra sobre a lesão e dão conforto ao paciente enquanto o tecido se refaz.

Tratar a lesão não basta: é preciso achar a causa

Se existe olho seco, tratar apenas a úlcera sem controlar o ressecamento favorece a recorrência. Se existe entrópio, um cílio ectópico ou um nódulo palpebral tocando a córnea o tempo todo, essa causa também precisa ser corrigida. O tratamento das doenças oculares em cães é sempre individualizado, e o protocolo que funcionou no vizinho pode ser exatamente o errado para o seu.

Úlcera de córnea recorrente não deve ser considerada normal

Quando um animal apresenta úlcera repetidamente, a pergunta deixa de ser como tratar e passa a ser por que isso continua acontecendo.

Alterações anatômicas que mantêm o problema

Alterações palpebrais, cílios ou pelos em contato com a córnea, exposição excessiva do globo ocular e ressecamento crônico são algumas das condições que sustentam a recorrência. Enquanto elas não forem resolvidas, o ciclo se repete e o prejuízo se acumula na córnea.

Teste de fluoresceína e triagem no clínico geral

Para o clínico geral, exames de triagem como o teste de fluoresceína são ferramentas importantes para identificar lesões na córnea e decidir o próximo passo. Quando o quadro não evolui como esperado, apresenta maior gravidade ou se torna recorrente, a avaliação do oftalmologista veterinário ganha ainda mais importância no manejo das doenças oculares em cães.

Olho seco em cães: não é apenas falta de lágrima

A ceratoconjuntivite seca, popularmente chamada de olho seco, é outra das doenças oculares em cães mais comuns na rotina. O problema está ligado à deficiência na produção ou na qualidade da lágrima e provoca um processo inflamatório crônico na superfície do olho.

Sinais mais comuns do olho seco

  • olhos vermelhos de forma persistente;
  • secreção espessa e recorrente;
  • acúmulo de remela, principalmente ao acordar;
  • coceira e irritação ocular;
  • aspecto opaco ou sem brilho da superfície do olho.

Por que a secreção sempre volta

Diferentemente de algumas úlceras, o olho seco nem sempre provoca a dor aguda que faz o animal manter o olho completamente fechado. Muitas vezes o tutor percebe apenas que limpa a secreção e, pouco tempo depois, ela aparece de novo. Essa repetição é exatamente o sinal de que existe uma causa de base ativa, e não sujeira.

Olho seco tem cura?

Pelo que foi discutido no episódio, o olho seco deve ser entendido principalmente como uma condição de controle contínuo. O tratamento costuma exigir acompanhamento de longo prazo, e interromper a medicação por conta própria favorece o retorno da inflamação e do desconforto. É um dos pontos em que as doenças oculares em cães mais dependem da rotina do tutor.

Ceratite pigmentar em braquicefálicos

Quando o problema fica descontrolado, a inflamação crônica compromete a córnea. Em alguns animais, especialmente nos braquicefálicos, aparece a ceratite pigmentar, uma pigmentação progressiva que se desenvolve sobre a córnea. Quanto maior e mais densa essa pigmentação, menor a passagem de luz e maior o comprometimento visual.

Colírios várias vezes ao dia exigem planejamento

Na oftalmologia veterinária existem situações em que o paciente precisa usar colírios três, quatro ou mais vezes ao dia. Isso não é detalhe: exige comprometimento do tutor e organização da rotina da casa. Antes de começar, vale combinar quem aplica, em que horários e o que fazer quando alguém não estiver em casa.

Glaucoma em cães: o diagnóstico precoce é o grande desafio

Entre as doenças oculares em cães capazes de causar perda visual, o glaucoma merece um capítulo à parte, porque costuma ser descoberto tarde.

Por que passa despercebido

Quando apenas um olho está comprometido e o outro continua enxergando bem, o cão mantém a rotina aparentemente normal. Ele circula pela casa, encontra o pote de ração e brinca como sempre. O tutor demora a notar a redução da visão, e quando os sinais ficam evidentes a doença já avançou.

Sinais que podem aparecer

Aumento da pressão intraocular, vermelhidão persistente, dilatação da pupila, aumento do globo ocular e perda visual estão entre as alterações possíveis. O problema é que esperar por sinais muito evidentes significa, na prática, descobrir a doença em estágio avançado.

Quem precisa de acompanhamento preventivo

A recomendação apresentada no episódio é de acompanhamento oftalmológico periódico, com atenção ainda maior aos animais com predisposição racial ou histórico familiar. Nesse grupo, a avaliação preventiva é a única forma realista de flagrar boa parte das doenças oculares em cães antes que a visão seja perdida.

Catarata em cães: não é simplesmente coisa da idade

A catarata é a opacificação do cristalino e compromete a visão de forma progressiva. O erro mais comum é considerar automaticamente que toda alteração visual de um animal idoso é consequência normal do envelhecimento. Perda de visão merece investigação, em qualquer idade.

A relação com o diabetes mellitus

A catarata tem forte relação com doenças sistêmicas, principalmente o diabetes mellitus. A Dra. Elaine destacou que pacientes diabéticos apresentam risco importante de desenvolver catarata e que, em alguns casos, a perda visual acontece de forma bastante rápida. Para esses tutores, o acompanhamento oftalmológico deveria entrar no calendário junto com o controle glicêmico.

Existe colírio capaz de impedir a evolução da catarata?

Segundo a especialista entrevistada, não existe colírio ou medicamento capaz de simplesmente interromper a evolução de uma catarata já em desenvolvimento. O acompanhamento tem outros objetivos, igualmente importantes: avaliar a evolução do quadro e controlar as consequências da presença da catarata dentro do olho, inclusive processos inflamatórios que podem surgir.

Cirurgia de catarata: o pós-operatório também determina o sucesso

A decisão de operar não depende apenas da existência da catarata. Essa é uma das lições mais importantes do episódio para quem convive com doenças oculares em cães em fase cirúrgica.

O que é avaliado antes da cirurgia

É preciso avaliar o estado geral do paciente, as condições internas do olho e também algo que costuma ser esquecido na conversa: a capacidade do tutor de cumprir corretamente o pós-operatório. A cirurgia exige medicações, colírios em horários rígidos, proteção ocular, retornos e acompanhamento por semanas.

O papel do tutor na decisão

Antes da cirurgia, é fundamental que o responsável compreenda os riscos, os cuidados necessários e o tamanho da sua participação no processo. Como foi ressaltado na conversa, trata-se de um investimento que não é apenas financeiro: é também de tempo, dedicação e expectativa. Uma conversa honesta antes evita frustração depois.

Doenças hormonais também podem aparecer nos olhos

Os olhos não funcionam isolados do resto do organismo. Algumas doenças sistêmicas produzem manifestações oculares e, em determinados casos, a alteração no olho é a primeira pista de que existe outro problema acontecendo. Boa parte das doenças oculares em cães tem, no fundo, uma causa que começa longe do olho.

Hipotireoidismo e produção de lágrima

O hipotireoidismo, por exemplo, pode estar associado à redução da produção lacrimal e, com isso, ao olho seco. Tratar o colírio sem investigar a tireoide é resolver metade do problema.

Diabetes, hiperadrenocorticismo e inflamação sistêmica

No episódio foram discutidas relações entre alterações oftálmicas e doenças endócrinas como diabetes, hiperadrenocorticismo e hipotireoidismo. Processos inflamatórios sistêmicos também repercutem no interior dos olhos. Se esse assunto interessa, vale ler nosso conteúdo sobre problemas hormonais em cães e gatos, com o episódio dedicado à endocrinologia veterinária.

Colírios manipulados no tratamento das doenças oculares em cães

A manipulação veterinária ampliou as possibilidades terapêuticas na oftalmologia, permitindo diferentes concentrações e associações prescritas pelo médico-veterinário para cada paciente.

Concentrações e associações sob prescrição

Nem todo paciente responde à mesma concentração, e nem toda apresentação industrializada existe no mercado brasileiro. Formulações como o colírio de tacrolimus e ciclosporina são exemplos de recursos usados no manejo do olho seco, sempre sob prescrição. A manipulação veterinária entra aí para ajustar o tratamento ao caso real, e não ao contrário.

Continuidade importa mais do que intensidade

A disponibilidade rápida da formulação é especialmente relevante em tratamentos contínuos, nos quais longos períodos sem a medicação prejudicam o controle da doença. Em muitas das doenças oculares em cães, o que garante o resultado não é a potência do medicamento, e sim a constância com que ele é usado. Se tiver dúvida sobre uma prescrição, fale com a nossa equipe.

O caminho até o diagnóstico

O fluxo abaixo resume como um caso de doenças oculares em cães costuma caminhar, do primeiro sinal percebido em casa até o controle do quadro. Ele ajuda o tutor a entender por que cada etapa existe e por que pular uma delas costuma custar caro.

Infográfico com as oito etapas do diagnóstico das doenças oculares em cães
As oito etapas do caminho até o diagnóstico das doenças oculares em cães.

Quando procurar um oftalmologista veterinário

Não é preciso esperar uma doença grave para fazer uma avaliação. Consultas preventivas identificam alterações em fases iniciais, especialmente em animais predispostos, e mudam completamente o cenário de tratamento.

O encaminhamento não é uma falha do clínico geral

Pelo contrário: reconhecer quando um caso precisa de avaliação especializada faz parte de uma medicina veterinária integrada e focada no melhor resultado para o paciente. O clínico que encaminha a tempo evita que doenças oculares em cães virem quadros irreversíveis.

Situações que pedem o especialista

  • lesão que não melhora dentro do prazo esperado;
  • úlcera recorrente no mesmo olho;
  • suspeita de glaucoma ou aumento da pressão intraocular;
  • catarata com avaliação de indicação cirúrgica;
  • perda visual de instalação rápida;
  • paciente diabético, idoso ou com doença endócrina em acompanhamento.

Como prevenir doenças oculares em cães no dia a dia

Prevenção, aqui, é menos sobre produtos e mais sobre rotina e observação.

Higienização ocular correta

Limpar a região dos olhos com produto adequado, sempre de dentro para fora e com material limpo a cada passada, remove impurezas antes que elas virem problema. Depois de praia, parque ou dias de vento forte, essa limpeza vale ainda mais.

Lubrificação quando indicada

A lubrificação ocular, quando recomendada pelo médico-veterinário, faz parte dos cuidados preventivos, especialmente em raças de olhos mais expostos e em pacientes com histórico de ressecamento.

Observação semanal em casa

Uma olhada atenta por semana, comparando os dois olhos em um ambiente bem iluminado, já detecta a maioria das doenças oculares em cães no começo. Compare tamanho, brilho, cor e simetria. Qualquer diferença nova merece avaliação.

E nos gatos, o que muda?

Os gatos também desenvolvem lesões de córnea, inflamações e alterações da superfície ocular, mas escondem melhor o desconforto. Eles reduzem a atividade, se isolam e mudam o padrão de sono antes de demonstrar dor de forma clara. Por isso, o tutor de gato precisa confiar menos no comportamento e mais na observação direta do olho. Muitos dos princípios descritos aqui para as doenças oculares em cães valem igualmente para os felinos, sempre com a ressalva de que as causas infecciosas têm peso diferente nessa espécie.

Erros comuns dos tutores

  • usar colírio que sobrou de outro tratamento ou de outro animal;
  • aplicar colírio humano sem prescrição;
  • interromper a medicação assim que o olho melhora de aspecto;
  • tirar o colar de proteção porque o animal parece incomodado;
  • tratar secreção recorrente como sujeira;
  • atribuir perda de visão ao envelhecimento sem investigar.

Esses seis hábitos explicam uma parte enorme dos casos que chegam tarde. Nenhum deles nasce de descuido: quase sempre vem da ideia de que doenças oculares em cães são um incômodo passageiro.

Prevenção e diagnóstico precoce preservam a visão

A oftalmologia veterinária evoluiu muito nos últimos anos. Hoje existem exames, medicamentos, formulações manipuladas, procedimentos e técnicas cirúrgicas que permitem tratar condições que antes tinham poucas alternativas. Mas, no fim, o desfecho da maior parte das doenças oculares em cães depende de três elementos simples: diagnóstico precoce, adesão ao tratamento e acompanhamento veterinário contínuo.

Um olho vermelho parece simples. Uma secreção parece apenas remela. Uma pequena mudança na transparência passa despercebida. Mas os olhos não dão muitas oportunidades quando certas doenças evoluem, e é exatamente aí que as doenças oculares em cães cobram caro pela espera.

Perguntas frequentes sobre doenças oculares em cães

Úlcera de córnea em cães é uma emergência?

Pode ser. Dependendo da profundidade e da causa, a lesão evolui rapidamente e pode chegar à perfuração ocular. Diante da suspeita, o atendimento no mesmo dia é o caminho mais seguro.

Como saber se o cachorro está com úlcera de córnea?

Os sinais mais frequentes são olho fechado, piscar excessivo, vermelhidão, lacrimejamento, secreção e tentativa constante de coçar o olho. A confirmação é feita pelo veterinário, geralmente com o teste de fluoresceína.

Olho seco em cachorro tem cura?

Na maioria dos casos é uma condição de controle contínuo, com acompanhamento de longo prazo. Interromper a medicação por conta própria costuma trazer a inflamação de volta.

Catarata em cachorro tem cura?

Quando há indicação, a cirurgia pode ser uma alternativa para recuperação da visão. A decisão depende da avaliação oftalmológica do paciente e da possibilidade de cumprir o pós-operatório.

Existe colírio para acabar com a catarata em cães?

Não há colírio capaz de eliminar uma catarata já formada. O acompanhamento busca avaliar a evolução e controlar possíveis complicações dentro do olho.

Glaucoma pode deixar o cachorro cego?

Sim. O glaucoma está entre as doenças oculares em cães que mais causam perda visual, principalmente quando não é diagnosticado e controlado precocemente.

Quando levar o cachorro ao oftalmologista veterinário?

Sempre que houver alteração persistente nos olhos, perda visual, quadros recorrentes ou indicação do clínico geral. Animais predispostos e pacientes diabéticos se beneficiam de avaliação preventiva mesmo sem sintomas.

Assista ao episódio completo

A conversa completa com a Dra. Elaine Santos está no vídeo no topo desta página e no canal da Le Pet Santé no YouTube. Você encontra os outros episódios na categoria Podcast e na nossa página de podcasts. Vale conferir também o episódio sobre oftalmologia veterinária e, para quem atende grandes animais, o conteúdo sobre úlcera de córnea em equinos.

Aviso importante

Este conteúdo tem caráter informativo e foi elaborado a partir da conversa apresentada no Pod? Le Pet!. Ele não substitui consulta, diagnóstico ou prescrição de um médico-veterinário. Medicamentos e colírios devem ser utilizados somente sob orientação profissional.

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